Watchmen
Watchmen – os Guardiões



Ano: 2009
Realizador: Zack Snyder
Actores: Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Carla Gugino, Jackie Earle Haley
O Melhor: Ter ficado maravilhado com um Universo que não conhecia até ter começado a ver o filme!
O Pior: Assim que me lembre, nada! Quer dizer, é mais um pó saco dos “tratados injustamente”!
América, 1985. Num Universo alternativo, super-heróis mascarados fazem parte do dia-a-dia da sociedade. Quando um dos seus ex-colegas é assassinado, o vigilante Rorschach (Jackie Earle Haley) decide investigar o plano para matar e desacreditar antigos e actuais super-heróis. À medida que se vai reencontrado com os antigos parceiros da sua legião de combate ao crime, Rorschach vislumbra uma ampla e perturbadora conspiração com consequências catastróficas para o futuro. A sua missão é vigiar a humanidade… mas quem vigia os “Watchmen”?
Não escrevia nenhuma crítica desde Dezembro, portanto digamos que estou enferrujado! Mas antes de começar quero deixar um ponto prévio: até ter visto este filme, nunca tinha ouvido falar em tal banda desenhada! E este “pequeno” pormenor torna tudo ainda mais interessante. Porquê? Porque na minha opinião, esta é bem capaz de ser a adaptação cinematográfica de uma BD mais bem conseguida até ao dia de hoje. E para chegar a este tipo de conclusão não é preciso ser um conhecedor profundo da obra, ou ser um GRANDE fã de BD, qualquer pessoa minimamente “sensível” dirá o mesmo! Gosto sempre de salvaguardar que tudo o que escrevo é a MINHA opinião, e não verdades absolutas, como todos os críticos profissionais pensam que escrevem, mas neste caso abro uma excepção, ESTE FILME É MUITO BOM, E PONTO FINAL PARAGRAFO!
Opiniões diversas se podem ler na net: ”é muito longo”, “não gosto”, “a banda sonora não vale nada”, “o argumento é mau”, pessoas que querem dizer mal dos personagens (principais), e nem se lembram dos nomes deles… Isto, agora sim, na minha modesta opinião, só pode ter duas razões (lá vou eu bater nas mesmas teclas): ou todos estes “ódios” vêm da parte daqueles bandos de mais de 8 pessoas que invadem os cinemas, que estão mais interessados em enfardar (e entornar) pipocas, sair a meio para ir carregar o balde, ou passar mais tempo a olhar para o ecrã do telemóvel do que o do cinema, ou então muito simplesmente é de malta que a partida não gosta de adaptações de BD, mas insiste em ir vê-las, quanto mais não seja pelo gosto sádico de depois vir dizer mal.
Vamos é falar do filme propriamente dito. Este tem mérito pelas mais diversas razões, a primeira que me ocorre é sem dúvida a escolha dos actores. Qualquer outro realizador mais precipitado teria escolhido grandes nomes, para se vender melhor! Zack Snyder pelo contrário, voltou a apostar na fórmula que utilizou em 300, actores praticamente desconhecidos a darem vida as personagens das graphic novels, e assim ao menos ninguém pode dizer “só fui ver pelos actores”.
Confesso que ao ler a sinopse na Premiere de há uns meses, a história assim a cru pareceu-me no mínimo arriscada de levar ao grande ecrã. E a verdade é que nos primeiros minutos de filme, tudo aquilo nos parece um pouco disparatado, heróis mascarados a tirarem fotos e a conviver como se de um grupo de amigos de escola se tratasse. Mas passados esses minutos iniciais, embarcamos numa viagem inesquecível de mais de 2 horas e meia. Eu sou daqueles que as vezes reclamo da duração excessiva de um filme, mas neste caso, meus caros, só vos posso dizer que mal posso esperar por ver a versão de mais de 3h, que virá disponível nas edições especiais de DVD e Blu-ray.
E agora um dos ingredientes secretos: a banda sonora. Esta dá aquele toque delicioso de cereja no topo do bolo. Para poder dizer isto não nos podemos esquecer que este filme se passa numa América alternativa, na década de 80, daí sermos brindados com: Simon And Garfunkel, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Nat King Cole, Bob Dylan, etc…
Para terminar, a todos os meus familiares e amigos que me conhecem bem, sabem que eu nunca liguei nenhuma a crítica ou as opiniões de A, B ou C, sempre tive a minha, não preciso de ser influenciado por ninguém, se gosto, gosto e acabou, aqui vai o meu conselho simples e sincero: VEJAM ESTE FILME!