Arquivo da categoria 'Críticas'

09
Fev
12

Star Wars: Episode I – The Phantom Menace 3D (2012)

Star Wars: Episode I – The Phantom Menace 3D
Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma 3D

Ano: 1999/2012
Realizador: George Lucas
Actores: Ewan McGregor, Liam Neeson, Natalie Portman, Jake Lloyd, Ian McDiarmid

O Melhor: O facto de o 3D ter sido feito para filmes como o Star Wars. Podermos rever a saga no grande ecrã.

O Pior: Os 12 meses de intervalo entre cada reedição. Só vamos ver o último episódio (VI), lá para 2017…

Muitas questões se levantam em relação à qualidade dos filmes gravados em 2D e posteriormente convertidos para 3D. Mas não há dúvida que se alguém o conseguiria fazer com sucesso seria George Lucas e a sua LucasFilm.
Depois de assistir à antestreia a minha opinião é esta, mesmo sem ter a perfeição de Avatar, este Episódio I consegue sem qualquer dificuldade apresentar um resultado muito acima da média em comparação a alguns títulos 3D que andam por aí.
Destaque em especial para a sequência da Pod Race, que se já em 2D era grandiosa, em 3D foi elevada ao quadrado.
E claro qualquer sequência com sabres luz a saltar do ecrã são de encher o olho. E o Darth Maul consegue ter uma presença ainda mais imponente (se calhar por estar mais “perto” do espectador…).
Esta reedição leva mais meia estrela, do que o original, pela sua evolução visual.
Ah e não, a substituição para o Yoda em CGI não me fez comichão, faz todo o sentido! (Neste filme claro, a trilogia original espero que a deixem intacta neste aspecto.)

04
Out
10

The Karate Kid (2010)

The Karate Kid
Karate Kid

Ano: 2010
Realizador: Harald Zwart
Actores: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson

O Melhor: O “cenário” asiático, e a química entre Jaden Smith e o imortal Jackie Chan.  

O Pior: A teatralidade exagerada nas sequências finais do torneio.

Dre Parker muda-se de Detroit para Beijing, devido ao novo emprego da sua mãe. Para Dre, a única coisa boa nesta mudança foi ter conhecido uma nova colega, Mei Ying. No entanto, esta relação leva-o a tornar-se inimigo de Cheng, o bully da turma. Cheng e o seu grupo estão sempre a provocar Dre, até ao dia em que Mr. Han, o senhor da manutenção do prédio de Dre, o começa a proteger.
A primeira coisa que me ocorre dizer, é que este filme é bem melhor do que qualquer um de nós poderia pensar, e quem disser o contrário, mesmo tendo ou não gostado do filme, está a mentir!
Esta nova versão do clássico The Karate Kid de 1984, não vem substituir, ou tentar apagar as nossas memórias dos icónicos Mr Miyagi (Pat Morita), e seu protegido Daniel San (Ralph Macchio). Tal como o novo Batman de Christopher Nolan, não quer fazer esquecer o/os de Tim Burton. É apenas uma nova abordagem, um reaproveitar da fórmula. Ok é um remake, e só por isso já é injustamente discriminado. Junta-se o facto de o filme ser produzido pelos pais do protagonista, e é o suficiente para os más línguas do costume atacarem.
Porquê que gastei 2 parágrafos a falar nos “manda abaixo”? Para dizer simplesmente isto: Gostaram do original de 1984? Então este filme é obrigatório!
Troca-se New Jersy, como origem, por Detroit, e a California por nada mais nada menos que a China como destino. Troca-se o Karate Japonês pelo Kung Fu Chinês, como elo de ligação entre o jovem com problemas e o seu mentor. O resto, no geral, é igual. Então onde está o trunfo do filme? No destino – China. Só temos a ganhar no que toca ao aspecto visual, e claro se Daniel LaRusso se sentiu deslocado por mudar de cidade no filme original, Dre Parker ao mudar não só de país mas também de continente sentiu-se muito mais.
Com ou sem cunhas dos seus pais, Jaden Smith já tinha provado em The Pursuit of Happyness que a representação lhe corre naturalmente nas veias. Este filme só veio reforçar esse facto, e juntar a uma boa representação, uma boa performance física.
O que dizer do imortal Jackie Chan… Por ter sido sempre uma referência no mundo do cinema da acção, parece-me lógico que aos 56 anos já lhe seja atribuído o papel de mestre, como aliás já tinha acontecido em The Forbidden Kingdom. Ele e o jovem Smith conseguem encontrar a harmonia que se impõe, neste género de filmes, entre aluno e mestre.
Se em The Curious Case of Benjamin Button conseguiu uma nomeação para o Oscar de Melhor Actriz Secundaria, Taraji P. Henson aqui consegue apenas uma prestação mediana, mas ainda assim à altura do seu papel.
De uma maneira geral, o Karate Kid de 2010, veio apenas adaptar a fórmula de 1984 à realidade contemporânea. Sejamos realistas, as artes marciais tradicionais, infelizmente, já perderam grande parte da sua popularidade no Ocidente, portanto haverá ideia mais inteligente do que “emigrar” a história para o Oriente, onde a premissa da dedicação a uma arte marcial como resposta aos problemas e meio de alcançar a concretização pessoal, mal ou bem ainda são uma realidade? Não me parece.
Esta nova versão merece certamente um lugar nas surpresas cinematográficas deste ano. 

07
Ago
10

Mortal Kombat Rebirth (2010)

Bom não sei muito bem por onde começar… Descobri esta curta-metragem faz agora 2 ou 3 dias, e tenho estado a digeri-la. Mortal Kombat Rebirth foi filmado em apenas 2 dias, por apenas 7,5 mil dólares, trabalho totalmente autónomo do realizador Kevin Tancharoen.
De entre todos os rumores que circulavam na net (entre eles que esta curta seria um teaser para um novo jogo a sair brevemente), sabe-se agora a verdade.
Os direitos de MK foram recentemente comprados pela Warner Brothers, mas até à data não foram apresentados quaisquer planos para esta compra. MK Rebirth é a tentativa desesperada por parte de Tancharoen de “vender” a sua nova versão de MK para um reboot da saga.
Mortal Kombat foi posto no grande ecrã pela primeira vez em 1995 por Paul W. S. Anderson, que fez um trabalho bastante positivo, dois anos mais tarde apresentam-nos Mortal Kombat: Annihilation, assinado por John R. Leonetti, senhor que fez o favor de estragar tudo com esta coisa a que ele chamou de filme.
Cerca de um ano depois aparece Mortal Kombat: Conquest, uma serie cronologicamente passada antes do primeiro filme. Veio limpar um pouco o trabalho sujo deixado por Leonetti, mas a TNT, canal que detinha os seus direitos, achou que os custos de produção não justificavam uma segunda temporada. A série foi forçada a acabar com um final aberto, que seria concluído na 2ª temporada, e faria a respectiva ligação com o primeiro filme.
Voltando ao que interessa, Mortal Kombat Rebith, deixou-me boquiaberto, só tenho a dizer aos senhores da Warner que deixem lá o Harry Potter crescer a barba e reformar-se a vontade, e apostem mas é neste entretenimento de qualidade com acção da boa!
Neste primeiro aperitivo Tancharoen brinda-nos com as presenças e referências a: Jackson “Jax” Briggs, Reptile, Baraka, Johnny Cage, Shang Tsung, Sonya Blade, Sub-Zero, Noob Saibot e por fim Scorpion.
Aqui fica a versão HD com legendas:

08
Jan
10

Avatar

Avatar

 

 

 

 

 

Ano: 2009
Realizador: James Cameron
Actores: Sam Worthington, Sigourney Weaver, Zoe Saldana, Stephen Lang, Giovanni Ribisi, Michelle Rodriguez

O Melhor: O delírio visual de todo o filme, ou seja tudo!

O Pior: As habituais críticas negativas dos snobs do costume a inundar a net!

“Avatar” é a história de um ex-Marine que se vê envolvido em hostilidades num planeta desconhecido, habitado por “aliens” com exóticas formas de vida. Como ele é um “Avatar”, uma mente humana num corpo de alien, encontra-se dividido entre dois mundos, numa desesperada luta pela sobrevivência.
É o grande regresso de James Cameron, cerca de 12 anos depois de Titanic. Visto que a historia do filme que lançou definitivamente Leonardo DiCaprio para a linha da frente de Hollywood, não é de longe das minhas preferências, aguardava com grande excitação o regresso de Cameron ao estilo em que o considero um dos melhores, Sci Fi puro! Depois dos primeiros dois Terminator (1984 & 1991) e de Aliens (1986), chega agora o estrondoso Avatar.
Começo por dizer que quem vê Avatar, e o único comentário que acha significativo é que o argumento é fraco, deixem-me que vos diga que têm graves problemas interpretativos! Avatar é claramente ENTRETENIMENTO, e sim de qualidade! Panic Room (Sala de Pânico – 2002), tem algum argumento complexo? Não! (Qualquer filme de serie B tranca duas pessoas num espaço, e durante hora e meia explora o pânico dos personagens principais…) E é por isso que o filme de David Fincher deixa de ser um bom Thriller? Não! Tal como Avatar, são excelentes obras dentro dos seus respectivos estilos, que primam pela simplicidade da história, que permite a qualquer pessoa acompanhar, e desfrutar ao máximo da experiência!
Steven Spielberg comparou este novo filme de Cameron com o fenómeno que foi Star Wars quando estreou em 1977! Não tendo obviamente idade para ter visto a primeira trilogia da saga de George Lucas no cinema, não posso fazer justamente essa comparação, mas não ponho dúvidas no que diz o mestre Spielberg. Foi o primeiro filme em 3D que vi no cinema em que no final não lamentei o preço do bilhete. Por outras palavras, rendi-me pela primeira vez aos encantos do 3D, ou seja acredito que a minha sensação tenha sido idêntica a quem viu Star Wars no cinema no final da década de 70.
É daqueles filmes, que claramente a tecnologia faz sombra aos actores, mas mesmo assim vou destacar dois deles, Sigourney Weaver, volta em grande forma às grandes produções, e volta também a trabalhar com Cameron, mais de 20 anos depois de Aliens. Stephen Lang, tem na minha opinião, a personagem de carne e osso mais forte de todo o filme. Aos 57 anos, em invejável forma física, o papel de Coronel Miles Quaritch assenta-lhe que nem uma luva.
Todo o filme é literalmente uma extraordinária viagem sem sair do nosso lugar! De louvar todas as paisagens e cenários, e sem esquecer todo o detalhe dos Na’vi e Avatar, que lhes dão características singulares, quer a nível físico, quer sentimental. Deixem-se levar por toda a imponência deste filme, e ignorem todas as críticas negativas por parte dos Snobs do costume!

05
Set
09

Inglourious Basterds

Inglourious Basterds
estrelas4eMeioSacanas Sem Lei

Inglourious-Basterds-poster-official

 

CineAlexStampEsguelha

 

Ano: 2009
Realizador: Quentin Tarantino
Actores: Brad Pitt, Christoph Waltz, Diane Kruger, Mélanie Laurent, Eli Roth

O Melhor: Uma vez mais a mente criativa de Tarantino, Pitt num bom registo e principalmente Christoph Waltz.

O Pior: Uns 10/15min de filme que estão a mais, e não haver mais do General Ed Fenech.

Shoshanna Dreyfus (Mélanie Laurent) assiste à execução da sua família, directamente pelas mãos do Coronel Nazi Hans Landa (Christoph Waltz). No entanto, ela consegue fugir para Paris e começar de novo, com uma identidade falsa e dona de um cinema. Entretanto, na Europa, o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus, orientado para atacar alvos localizados: os Bastardos. Juntamente com uma actriz alemã e agente infiltrada, de seu nome Bridget von Hammersmark (Diane Kruger), eles planeiam derrubar o Terceiro Reich.
Sétimo filme oficial de Quentin Tarantino, o mestre continua em grande forma, e como já alguém disse antes de mim, só mesmo Tarantino para tornar a História divertida. Todos os seus filmes, a meu ver, são memoráveis cada um à sua maneira, mas este terá certamente um lugar especial logo ao lado de Pulp Fiction.
Apesar de achar que há ali uns bons 10/15min a mais, a verdade é que as mais de duas horas são uma viagem inesquecível, repleta de cenas e diálogos singulares que só Tarantino sabe fazer.
Há quem diga que o filme seria bem melhor se não houvesse lugar ao humor dos Basterds, permitam-me discordar completamente! Brad Pitt e companhia são hilariantes, e ao mesmo tempo credíveis nas suas facetas de “exterminadores”.
Há também quem diga que o Lt. Aldo Raine (Brad Pitt), está muito artificial, e com um sotaque forçado. Das duas uma, ou sou completamente distraído nestas coisas, ou são argumentos muito rebuscados. Mesmo correndo o risco de ser criticado com esta comparação, aqui vai: esta personagem de Pitt faz-me lembrar, pelas melhores razões, a de Tom Cruise em Tropic Thunder, quanto mais não seja por serem actores que nunca os imaginei em tais registos, e já agora também pela grande capacidade de ambas as personagens conseguirem dizer 6 palavrões numa frase de 5 palavras.
O realizador de Hostel, e grande amigo de Tarantino, Eli Roth, tem aqqui o seu maior papel até a data, e há que dizer que está muitíssimo bem na pele do Sgt. Donny Donowitz, sadicamente armado com o seu bastão de basebol.
Diane Kruger e Mélanie Laurent, confesso que não as conhecia  até aqui, mas foram uma bela surpresa, sem duvida uma excelente adição ao elenco, como fortes presenças femininas, e com uma prestação à altura.
Christoph Waltz, é a meu ver o “Rei” deste filme, e o único a fazer sombra a Pitt. O seu Col. Hans Landa, é o mais desprezível e enervante personagem de todo o filme, mas do ponto de vista de representação é inegavelmente um excelente trabalho. E claro, não foi à toa que ganhou a corrida no Festival de Cannes este ano como Melhor Actor!
Lamento não ter visto mais do personagem de Mike Myers, o General Ed Fenech, que assentou que nem uma luva no ex-Austin Powers.
Para terminar quero salientar três cenas em particular, o fantástico primeiro segmento; o jogo das cartas no bar Nazi, e a “conversa” em italiano entre o Lt. Aldo Raine e o Col. Hans Landa.
Tal como disse na crítica anterior (Watchmen), VEJAM ESTE FILME!
Venha o 8º de Tarantino!

05
Ago
09

Watchmen

Watchmen
Watchmen – os Guardiões

watchmen-poster

estrelas5

 

 

CineAlexStampEsguelha

 

 

Ano: 2009
Realizador: Zack Snyder
Actores: Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Carla Gugino, Jackie Earle Haley

 O Melhor: Ter ficado maravilhado com um Universo que não conhecia até ter começado a ver o filme!

O Pior: Assim que me lembre, nada! Quer dizer, é mais um pó saco dos “tratados injustamente”!

América, 1985. Num Universo alternativo, super-heróis mascarados fazem parte do dia-a-dia da sociedade. Quando um dos seus ex-colegas é assassinado, o vigilante Rorschach (Jackie Earle Haley) decide investigar o plano para matar e desacreditar antigos e actuais super-heróis. À medida que se vai reencontrado com os antigos parceiros da sua legião de combate ao crime, Rorschach vislumbra uma ampla e perturbadora conspiração com consequências catastróficas para o futuro. A sua missão é vigiar a humanidade… mas quem vigia os “Watchmen”?
Não escrevia nenhuma crítica desde Dezembro, portanto digamos que estou enferrujado! Mas antes de começar quero deixar um ponto prévio: até ter visto este filme, nunca tinha ouvido falar em tal banda desenhada! E este “pequeno” pormenor torna tudo ainda mais interessante. Porquê? Porque na minha opinião, esta é bem capaz de ser a adaptação cinematográfica de uma BD mais bem conseguida até ao dia de hoje. E para chegar a este tipo de conclusão não é preciso ser um conhecedor profundo da obra, ou ser um GRANDE fã de BD, qualquer pessoa minimamente “sensível” dirá o mesmo! Gosto sempre de salvaguardar que tudo o que escrevo é a MINHA opinião, e não verdades absolutas, como todos os críticos profissionais pensam que escrevem, mas neste caso abro uma excepção, ESTE FILME É MUITO BOM, E PONTO FINAL PARAGRAFO!
Opiniões diversas se podem ler na net: ”é muito longo”, “não gosto”, “a banda sonora não vale nada”, “o argumento é mau”, pessoas que querem dizer mal dos personagens (principais), e nem se lembram dos nomes deles… Isto, agora sim, na minha modesta opinião, só pode ter duas razões (lá vou eu bater nas mesmas teclas): ou todos estes “ódios” vêm da parte daqueles bandos de mais de 8 pessoas que invadem os cinemas, que estão mais interessados em enfardar (e entornar) pipocas, sair a meio para ir carregar o balde, ou passar mais tempo a olhar para o ecrã do telemóvel do que o do cinema, ou então muito simplesmente é de malta que a partida não gosta de adaptações de BD, mas insiste em ir vê-las, quanto mais não seja pelo gosto sádico de depois vir dizer mal.
Vamos é falar do filme propriamente dito. Este tem mérito pelas mais diversas razões, a primeira que me ocorre é sem dúvida a escolha dos actores. Qualquer outro realizador mais precipitado teria escolhido grandes nomes, para se vender melhor! Zack Snyder pelo contrário, voltou a apostar na fórmula que utilizou em 300, actores praticamente desconhecidos a darem vida as personagens das graphic novels, e assim ao menos ninguém pode dizer “só fui ver pelos actores”.
Confesso que ao ler a sinopse na Premiere de há uns meses, a história assim a cru pareceu-me no mínimo arriscada de levar ao grande ecrã. E a verdade é que nos primeiros minutos de filme, tudo aquilo nos parece um pouco disparatado, heróis mascarados a tirarem fotos e a conviver como se de um grupo de amigos de escola se tratasse. Mas passados esses minutos iniciais, embarcamos numa viagem inesquecível de mais de 2 horas e meia. Eu sou daqueles que as vezes reclamo da duração excessiva de um filme, mas neste caso, meus caros, só vos posso dizer que mal posso esperar por ver a versão de mais de 3h, que virá disponível nas edições especiais de DVD e Blu-ray.
E agora um dos ingredientes secretos: a banda sonora. Esta dá aquele toque delicioso de cereja no topo do bolo. Para poder dizer isto não nos podemos esquecer que este filme se passa numa América alternativa, na década de 80, daí sermos brindados com: Simon And Garfunkel, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Nat King Cole, Bob Dylan, etc…
Para terminar, a todos os meus familiares e amigos que me conhecem bem, sabem que eu nunca liguei nenhuma a crítica ou as opiniões de A, B ou C, sempre tive a minha, não preciso de ser influenciado por ninguém, se gosto, gosto e acabou, aqui vai o meu conselho simples e sincero: VEJAM ESTE FILME!

20
Mai
09

Prison Break – Season Finale

Só hoje vi a Season Finale de Prison Break. Ao contrário do que muita gente diz sobre esta serie, eu continuo a achar que foi um marco muito importante na televisão. Ficcionada em excesso ou não, como muitos “fãs” limitados acusam, não encontro neste argumento quaisquer razões para se dizer que de um ponto de vista geral, é bom ou mau. Para mim qualquer serie ou filme pode ficcionar a vontade, quer o tema seja E.T.s assassinos que falam sempre inglês, ou a problemática do racismo ou da toxicodependência, desde que a historia seja coerente e seja tudo feito como deve ser! Que sem dúvida foi aqui o caso, quem pode dizer que nunca foi surpreendido, que quando pensava que já tinha “topado” a história, de repente lhe trocaram as voltas?! Ninguém! Isto é ficção meus caros, ou melhor ainda ENTRETENIMENTO, quem não gosta, ou for muito snob, que se “entretenha” com os noticiários diários sobre a realidade da desgraça em que vivemos nos dias de hoje!
Bem o que interessa reter é que, parece que ainda teremos mais 2 episódios inéditos, que devem ter sido “cortados” do alinhamento original por parte da FOX que quis enterrar esta serie o mais rápido possível. Estes episódios (The Old Ball and Chain & Free), ao que tudo indica serão incluídos na edição em DVD que sairá nos EUA a 2 de Junho.
22
Dez
08

The Shield (2002 – 2008)

The Shield
O Protector

estrelas5 

 
 CineAlexStampEsguelha
 
 
 
 
 
  
Acabadinho de ver o ultimo episodio, da última temporada de The Shield, é agora tempo de fazer uma breve reflexão sobre uma das minhas series de eleição.
E para não variar quando acabo de ver um filme ou serie, vou pesquisar alguns comentários, para ver se a minha opinião é partilhada, mas isso nem sempre acontece. O primeiro sitio onde fui procurar (e depois de ler o que li, foi o ultimo), foi o IMDB. Não deixa de ser irónico que a classificação média é de 9/10, no entanto 4 em 5 comentários são a mandar abaixo a torto e a direito. Isto só pode querer dizer duas coisas, ou as pessoas brincam com a votação e dão o contrário ao que queriam dar, o que é no mínimo estranho, ou então as únicas pessoas que se dão ao trabalho de escrever são as que não gostam, o que é ainda mais estranho. Eu continuo a bater na mesma tecla, PORQUE RAIO VOU ESTAR A ESCREVER SOBRE UMA COISA QUE NÃO GOSTO À PARTIDA? Já alguém me viu escrever sobre Ugly Betty, ou sobre o “SAW 23”? Mas esta gente agora só gosta de dizer mal do que não gosta, em vez de ir dizer bem do que gosta? Eu pessoalmente gosto bem mais da 2ª opção, os únicos comentários negativos que escrevo são sobre projectos dos quais eu tinha alguma expectativa. Mas só para terminar este tema, o pior que li foi mesmo acusar o estilo visual cru de The Shield, de não ser mais do que preguiça de fazer uma edição como deve ser… É preciso fazer comentário? Alguém acusou o Picasso que ser preguiçoso para pintar formas definidas? Vou ser fuzilado com esta comparação mas paciência. The Shield não tem o pós produção Hollywoodesco de CSI, mas é por isso que deixa de ser um estilo?
Mas vamos ao que interessa, The Shield não está no meu Top 10, nem Top 5 de series, mas sim no meu Top 3. Nesta viagem de 7 anos muita coisa mudou no Universo de Vic Mackey, a única coisa que se manteve foi fidelidade dos seus fãs, que na minha opinião nunca saíram desiludidos.
Michael Chiklis foi Vic Mackey desde o primeiro minuto até ao último. Continuo a dizer que foi o “seu” papel, que digam o que disserem não era para qualquer um. Apenas saliento a fantástica cena no penúltimo episodio da sétima temporada, onde Vic confessa todos os crimes em que a Strike Team esteve envolvida.
Nesta última temporada muita coisa se desenterrou, apenas lamento que não tenha havido um regresso de dois personagens em particular: Captain Monica Rawling (Glenn Close), e Lt. Jon Kavanaugh (Forest Whitaker).
É uma serie forte, que da ênfase à sua catch phrase “Conscience is a Killer”, como fã confesso que não fiquei indiferente ao seu final, e apesar de não ser o que se poderia imaginar, não desilude.
The Shield foi competente desde o primeiro dia, é uma serie sem duvida a rever nas suas edições originais em DVD (já estou a tratar disso, vamos ver se o Pai Natal ajuda), EU gosto e ponto final!

Aqui fica um vídeo de homenagem a esta grande série – The Shield.

02
Nov
08

Max Payne

Max Payne
Max Payne

 

estrelas3

 

 

O Melhor: A primeira cena de Bullet Time, é para mim o momento mais alto do filme.

O Pior: Mark Wahlberg e Mila Kunis, podiam ter passado umas horas a jogar o “produto” original, mal não faria de certeza à construção dos seus personagens.

Baseado no lendário jogo de vídeo, Max Payne conta a história de um polícia desertor (Mark Wahlberg) que está determinado a encontrar o responsável pelo brutal assassinato da sua família e parceiro. Unindo-se a uma assassina (Mila Kunis) disposta a vingar-se da morte da irmã, esta dupla vai ser perseguida pela polícia, pela máfia e por uma corporação sem escrúpulos. Cego pela vingança, a sua obsessiva investigação leva-o numa viagem terrível por um mundo de trevas. Assim que o mistério se adensa, Max é forçado a lutar com inimigos para além do mundo natural e lidar com uma traição impensável.
À excepção de The Dark Knight, este era o principal filme deste ano, que aguardava com bastante impaciência. Se o primeiro superou todas as minhas expectativas, este ficou um pouco aquém.
Mas nem tudo é mau como a crítica afirma. E tendo em conta que o realizador não é propriamente experiente, nem tem tido grande sorte com o pouco que fez, até está de parabéns com o resultado geral do filme. Guarda roupa, cenários, e a grande maioria dos diálogos, na minha opinião, estão intocáveis. Lamento no entanto não terem aproveitado da melhor maneira as cenas em Bullet Time. Com excepção da primeira, que é para mim um dos momentos altos do filme, todas as outras acho que foram mal aproveitadas…
Agora vamos ao tema polémico, casting! Começo já por confessar que não sou particularmente fã de Mark Wahlberg, tal como Hugh Grant, qualquer que seja o personagem, acho-os sempre no mesmo registo. Os seus papéis em The Departed e The Perfect Storm, são talvez os únicos que guardo na memória de Wahlberg. O seu Max Payne não é completamente incompetente, e até dou a mão a palmatória, mas a minha escolha, como grande fã do jogo seria certamente outra! Pelos comentários na internet Clive Owen era o grande escolhido, mas eu continuo a pensar de maneira diferente. Para mim a escolha perfeita era óbvia, Mel Gibson. Não? Querem Max Payne mais perfeito do que o seu papel em Payback (1999)?!
Quanto a Mona Sax, interpretada por Mila Kunis, acho que também não foi a melhor escolha. Adorei o seu trabalho nos 8 anos da serie That 70s Show, e até da serie de animação Family Guy, mas os seus 25 anos, e beleza juvenil invejável, não convencem na pela de uma assassina, logo este papel pedia alguém mais maduro.
Quanto à irmã Natasha Sax, interpretada por Olga Kurylenko, já está dentro do espírito do filme, e apesar do curto papel, já nos abriu o apetite para o próximo 007 – Quantum of Solace.
E foi uma agradável surpresa ver Chris O’Donnell, num registo completamente adulto e profissional, a ver se é desta que apago a imagem dele de Robin, dos…”filmes” de Joel Schumacher.
E por fim confesso que estava com medo do cameo de Nelly Furtado, mas a verdade é que é completamente inofensivo para o filme, e está até bem conseguido!
No geral é um filme mediano, fico à espera da obrigatória sequela, e com desejo que à semelhança do jogo, supere o original.

30
Jul
08

The Dark Knight

estrelas4eMeioThe Dark Knight
O Cavaleiro das Trevas

CineAlexStampEsguelha 

 
 
 
 

O Melhor: O Joker de Heath Ledger, e a segurança de todo o filme.

O Pior: Talvez a duração tenha ali uns 20min a mais.

Em «O Cavaleiro das Trevas», Batman continua a sua luta contra o crime. Com a ajuda do Tenente Jim Gordon e do Procurador Distrital, Harvey Dent, Batman pretende destruir as restantes organizações criminosas que controlam as ruas da cidade.A parceria parece revelar-se eficaz, até se encontrarem inseridos num reinado de terror, desencadeado por uma mente genial, mas criminosa, mais conhecido pelos assustados cidadãos de Gotham como Joker.
The Dark Knight, é a sequela à altura de Batman Begins (2005), é também um dos filmes mais aguardados de 2008, pelas boas e más razões! Sendo as más o desejo mórbido de ver o ultimo trabalho completo de Heath Ledger, que já serve como arma ao pelotão de fuzilamento (Críticos anti adaptações de BD), para explicar o sucesso de bilheteiras do filme.
Falando no recentemente falecido actor, tem aqui provavelmente a sua masterpiece no que toca a representação. Confesso que quando comecei a ouvir falar na possibilidade de Ledger receber um Óscar a título póstumo, achei um pouco tendencioso e/ou exagerado, mas a verdade é que fiquei completamente rendido ao seu Joker. Quanto a comparação com “O” Joker Jack Nicholson, só tenho a dizer que são duas interpretações completamente diferentes, duas abordagens distintas da personagem, visto ambas terem aparentemente backgrounds diferentes.
Na minha opinião Aaron Eckhart também merece destaque no que toca a representação.
Está obviamente na sombra de Ledger, mas está de parabéns no seu papel de Procurador Distrital, Harvey Dent.
Christian Bale, continua muito bem no papel de Bruce Wayne / Batman, e claro os veteranos Michael Caine como Alfred, e Morgan Freeman como Lucius Fox continuam ambos intocáveis.
O filme no seu todo tem um argumento sólido, interpretações que ficarão na memória durante muito tempo, e claro a arma secreta de Christopher Nolan, a fusão da BD num contexto real, arma essa que Tim Burton também usou, e bem, nos primeiros 2 filmes (Batman (1989) e Batman Returns (1992)), ao contrário de Joel Schumacher que quis dar o toque de BD no grande ecrã, mas o resultado ficou a roçar o ridículo. Só lamento o Riddler de Jim Carrey em Batman Forever (1995), não ter sido usado antes por Burton, ou então ter esperado uns anos por Nolan.
Muitos apontam The Dark Knight como um dos melhores filmes de 2008, eu vou um pouco mais longe, e digo que se “arrisca” a ser uma das melhores adaptações de sempre da BD para o cinema.




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